sexta-feira, 11 de março de 2011

SACANAGEM NO ÔNIBUS...

     11 de março de 2011, faltava pouco mais de quinze minutos para oito da manhã. Estava eu em frente ao Rio Sergipe admirando-o e recebendo as forças que emanavam dos raios ultravioletas do astro rei, feliz por uma madrugada de prazeres, quando percebi que estava se aproximando o “meu” grande veículo de transporte urbano entrei com a fronte erguida e com um leve sorriso no canto da boca, sonhava. Mas caí bruscamente na realidade quando vi o absurdo que é a “cara de pau” de certos indivíduos que abrem a boca pra dizer que tem coração ou mesmo pra dizer que são seres humanos (risos com muita ironia), três mulheres em grau de suma experiência em pé e ninguém pra ceder um se quer.
     Duas aparentavam seus cinquenta e poucos anos apesar da grande e média corcunda que carregavam em suas dorsais, a outra um tanto quanto franzina aparentava mais de sessenta e tantos outros anos, pele negra, cabelos alvos entremeados com perdidos fios negros que insistiam em permanecer naquela cabeça de tantos saberes e de tantas preocupações, em série ocupavam o mesmo espaço onde havia para elas reservados espaços garantidos por lei federal e endossadas pelo governo estadual    (LEI Nº 1.545, DE 1989).
     Fiquei olhando a cena deplorável que me enfurecia a cada minuto que passava, posterior a catraca o ônibus mal cabia uma ponta de agulha, anterior ela um espaço menor ainda possuindo também uma grande quantidade de massa humana, mal podendo com seu peso as idosas fortemente tentavam segurar-se e o motorista entre uma curva e outra aliviava um pouco para que elas não caíssem, e as três ocupantes dos assentos reservados fingiam não ver as senhoras, um olhava para o lado oposto ao delas, outra fingia cochilar e a outra dizia ouvir música e ler um livro ao mesmo tempo... “SACANAS”.
     Infelizmente chegou meu ponto eu estava aponto de explodir com aquelas traças de assento. Um dia a idade delas vai chegar e alguém tão novo quanto, vai fazer o mesmo com elas e verão nitidamente como a luz do sol o quanto é difícil chegar a um estágio da vida tão avançado e tão cansada, sem mais a vitalidade jovial para com rigidez segurar-se e não ter lugar para sentar, apenas porque alguém tão mais jovem que elas está sentado e finge não enxerga-las. 

                                            QUE ABSURDO!!!

            






       






            
            ONDE ESTAMOS?!?!?!

Shaymon Rizzo

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