(...)que difícil entender o que é crescer, deixar de ser criança(...)guardar recordações, dos momentos mágicos(...)olhar-me no espelho e me ver diferente, meu corpo me surpreende “o menino” que ficou pra trás(...)que difícil entender que tudo vai mudar, que a vida vai me fazer crescer, e ao olhar pra trás, “o menino que mudou, e o futuro” que espera-me para caminharmos juntos um caminho sem medo(...)
Há alguém capaz de explicar porque há opressão de viver em função do que outrem (progenitora) deseja? Porque é tão difícil viver sem “as rodinhas de sustentação da minha bicicleta?” Há decisões que precisam ser tomadas com muita cautela, sinto uma profunda tristeza de ter chegado o momento, de ter chegado àquela hora de olhar dentro da pupila que quando vi pela primeira vez tão rapidamente, tão ensanguentado, tão melado, e tão adorado, ouvindo aquela voz, trêmula, cansada, e ofegante dizer sorrindo contentemente: - Meu filho! Como é difícil hoje te olhar e dizer que é chegado o momento de seguir o meu caminho... [sem mais delongas – emoção a flor da pele]
É muito ruim sentir o cravar da flecha negra do desapego, como é triste ver aquela que te guiou estar triste, chorar por algo que ela não consegue mais controlar, manipular, ou levar pego na mão ao caminho certo, ao invés de aconselhar somente (instinto materno... eu sei). Mas eis que é chegada a hora, é chegado o momento... Preciso muito de seu apoio, não do seu desprezo... A minha religião, gosto, opção, nação, minha liberdade, agora preciso eu comandar, preciso entrar nessa aeronave chamada VIDA, adequar o meu assento às minhas proporções e necessidade e receber o seu aval final de que estou pronto para ser um adulto cheio de perfeições e imperfeições assim como você.
TE AMO MÃE!!
Shaymon Rizzo


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