quinta-feira, 10 de março de 2011

Quando é a hora de deixar a máscara cair...

    Eu sou do tipo... "a tristeza é minha e ninguém tasca", já fui chamado de pilantra, vagabundo (vindo de quem veio doeu mesmo...), idiota, bobo... Das piores as melhores atribuições nominais, até de artista/estrela eu já fui chamado. Realmente artista eu me autonomeio, é uma coisa que me ajuda muito quando estou numa foça ou no veneno, minhas máscaras, todas elas estão fixadas a uma única chamada por FACE, atravéz desta milhões divergem de uma extremidade a outra numa parada de mais de um bilhão de quilômetros e numa velocidade quase parecida com a da luz.

    Mas chega um momento que é preciso descansar a pele defasada e mostrar quem realmente eu sou... Muito complicado, pois nem mesmo eu sei quem ou o que eu sou, sei o que quero o que almejo, mas o que realmente habita o meu intrínseco para mim ainda é um mistério. Não sei se tenho medo da triste realidade ou se é suspense gótico pela realidade triste que tenho que banhar-me como num pântano de dor e amargura.

  E as vezes ela cai, e aí vem as perguntas mais inoportunas que eu poderia ou melhor teria que responder; - O que houve? , - Algum problema? , - Posso ajudar? , - Não fique assim, alguém ama muito você e não gostaria de lhe ver desse jeito... E como num passe de mágica reverto a situação, cato a máscara do chão e volto a prendê-la à tal da face que já apelidei-a de fase/mutante/contorno/mão dupla... e por aí vai...


   

(...)COM A MÁSCARA DA APARÊNCIA
DESBOTADA DE AUSÊNCIA.
FINJO NÃO VER
A CHAMA ARDENTE DE PRAZER

EXPULSO COM CALMA
OS SENTIMENTOS DA ALMA.
VIRO UM ALGUÉM SUPERADO
NUM TOM HUMORADO
DEIXO DE EXISTIR
UM POUCO A CADA DIA(...)

                                        ANGEL BAS



Shaymon Rizzo

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